Otto Alencar nega racha, mas aliados apontam desgaste após saída de Angelo Coronel
Ao ser provocado sobre os impactos políticos da saída de Coronel, Otto afirmou que permanece com a maioria do grupo.
SALVADOR — O senador Otto Alencar (PSD) tentou minimizar a saída do colega Angelo Coronel do partido durante entrevista concedida ao radialista Mário Kertész, no programa Bom Dia, Rádio Metrópole.
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Na conversa, Otto classificou como “precipitada” a decisão de Coronel de deixar o PSD e afirmou haver outras alternativas para evitar o rompimento. Questionado por Kertész sobre quais seriam essas opções, o senador não detalhou.
Ao ser provocado sobre os impactos políticos da saída de Coronel, Otto afirmou que permanece com a maioria do grupo, citando o apoio da maior parte dos deputados federais e estaduais da legenda. Segundo ele, essa base de apoio teria sido determinante para suas decisões recentes.
Otto também declarou contar com o respaldo de 115 prefeitos. No entanto, aliados do próprio senador contestaram a afirmação. “Otto não tem unanimidade entre esses prefeitos, e ele sabe disso. Há gestores que apoiam Angelo Coronel”, afirmou um aliado, sob reserva.
Entre integrantes do grupo político, há críticas à condução do processo. Para alguns aliados, Otto priorizou a manutenção de espaços e cargos, deixando Coronel sem alternativas. “Foi um absurdo o que Otto fez. Ele sabia que não haveria espaço para Coronel e, mesmo assim, tentou ganhar tempo”, lamentou outro aliado.