Homem de Iuiu recebe pena de 36 anos por abusos contra sobrinha denunciados após duas décadas
A sentença contra Manoel Nei Barbosa foi proferida pela Vara Criminal da Comarca de Carinhanha, há cerca de 90 dias.

CARINHANHA — Um homem de 46 anos, natural de Iuiu, na região sudoeste da Bahia, foi condenado a 36 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de estupro e assédio sexual cometidos contra a própria sobrinha. A sentença contra Manoel Nei Barbosa foi proferida pela Vara Criminal da Comarca de Carinhanha, no sudoeste da Bahia.
O Portal Folha do Vale está nos Canais do WhatsApp; veja como participar. Pelo nosso canal você recebe notícias atualizadas de hora em hora.
De acordo com informações constantes no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), os abusos ocorreram de forma continuada durante a infância e adolescência da vítima, S.B.S., que atualmente tem 32 anos. Conforme apurado, os crimes teriam começado quando a vítima tinha apenas 5 anos de idade. A denúncia que deu origem ao processo foi feita pela própria vítima cerca de 20 anos após o início dos abusos, quando ela já era adulta.
O mandado de prisão foi expedido no dia 30 de janeiro de 2026, porém, até o momento, não foi cumprido, o que faz com que o condenado seja considerado foragido da Justiça. Segundo a apuração da reportagem, após tomar conhecimento da condenação, o réu deixou a cidade de Iuiu e não foi mais localizado.
A sentença foi proferida há mais de 90 dias. Na decisão, o magistrado negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, destacando a gravidade dos crimes, a vulnerabilidade da vítima à época dos fatos e o impacto prolongado das violências sofridas.
Além da pena privativa de liberdade, o condenado também deverá pagar R$ 100 mil a título de indenização por danos morais, valor fixado como reparação mínima à vítima pelos prejuízos psicológicos e emocionais causados ao longo dos anos.
A defesa do réu não foi localizada até o fechamento desta matéria para prestar esclarecimentos ou comentar a decisão judicial.
O caso reforça a importância da denúncia de crimes sexuais, especialmente aqueles praticados no ambiente familiar, onde muitas vítimas permanecem em silêncio por longos períodos em razão do medo, da dependência emocional e da pressão social.