Falência da comunicação das prefeituras da microrregião de Guanambi

O resultado é uma gestão que prefere o aplauso interno ao enfrentamento da realidade e, ao agir assim, enfraquece a transparência democrática.

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O silêncio imposto pelas chamadas “assessorias de imprensa” das prefeituras da microrregião de Guanambi chama a atenção pela falta de profissionais qualificados capazes de responder aos órgãos de imprensa em tempo hábil.

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Das 23 prefeituras que integram o Território Sertão Produtivo, muitas transformaram a assessoria de comunicação em um setor incapaz de cumprir sua função essencial. Um levantamento realizado pela reportagem da Folha do Vale mostra que os “assessores” frequentemente não respondem às demandas da imprensa e, quando respondem, o fazem dias depois, em alguns casos, até quatro dias após o contato inicial.

Para diversos jornalistas, alguns prefeitos teriam transformado as assessorias em cabides de emprego, deixando em segundo plano a responsabilidade de dialogar com a população. Afinal, quem está, de fato, preocupado em estabelecer comunicação transparente?

“Não existe comunicação sem diálogo. Falar sem ouvir é monólogo; ouvir sem responder é silêncio. O verdadeiro entendimento nasce da troca.”

A assessoria de imprensa possui duas áreas distintas que deveriam caminhar juntas: publicidade e jornalismo.

Publicidade: financiada por verbas públicas, tem o papel de divulgar ações e projetos da gestão, apresentando resultados e informando a população.
Jornalismo: atua como ponte entre sociedade e governo, revelando problemas, cobrando soluções e auxiliando gestores a corrigirem rumos.

Quando o prefeito se recusa a ouvir críticas, o jornalismo é sufocado e a comunicação se reduz à propaganda. O resultado é uma gestão que prefere o aplauso interno ao enfrentamento da realidade e, ao agir assim, enfraquece a transparência e a própria democracia.

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