Primeira transferência da capital de Minas para Matias sob Edmárcio da Sisan é esvaziada
Por:Luis Claudio Guedes

A terceira comemoração oficial do “Dia dos Gerais”, na manhã deste domingo (8), em Matias Cardoso, no extremo Norte de Minas, foi clara demonstração de que a data começa a perder o sentido original de transformar a pequena cidade ribeirinha do Rio São Francisco em capital simbólica de Minas. O evento foi criado por lei estadual e transfere a sede do governo estadual para a pequena Matias Cardoso, a cada ano, pelo prazo simbólico de 24 horas.
Apenas 15 pessoas foram homenageadas nesta edição, número bem menor do que as cerca de 200 personalidades já agraciadas em evento recente. Conforme este Em Tempo Real antecipou em primeira mão, o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), mais uma vez deixou de comparecer à solenidade, prevista no calendário das datas magnas do Estado. Na primeira edição da festa, realizada pela Prefeitura de Matias Cardoso, há quatro anos, que ainda não contava com a participação do cerimonial do Palácio Tiradentes, mais de 50 prefeitos prestigiaram o evento. Hoje eles eram apenas seis.
Anastasia chegou a participar de uma das edições do ‘Dia dos Geraes’ em 2009, na condição de então vice-governador e pré-candidato ao governo de Minas. O governador foi representado pelo deputado estadual Gil Pereira, atual titular da Secretaria de estado de desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas.
A programação oficial incluiu visita do grupo de prefeitos e deputados à Matriz de Nossa Senhora da Conceição, considerada a Igreja mais antiga de Minas, e o sítio histórico que atesta a tese de que a atual Matias Cardoso foi uma das primeiras povoações do Estado, durante o período colonial. A Igreja deve passar por um processo de restauração já a partir de janeiro próximo.