Passageira denuncia descaso e precariedade na rodoviária de Guanambi

Em outro trecho da gravação, Carleide relata que o único sanitário liberado para uso não oferece condições mínimas de higiene e dignidade.

GUANAMBI — Ao desembarcar na rodoviária de Guanambi, na região sudoeste da Bahia, na quinta-feira (29), a passageira Carleide Rodrigues foi surpreendida ao tentar utilizar o banheiro do terminal: o espaço estava interditado — situação que, segundo ela, se repete há pelo menos um ano.

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Em vídeo encaminhado ao Portal Folha do Vale, é possível ver um cão deitado na entrada do banheiro, que sequer possui porta. Em outro trecho da gravação, Carleide relata que o único sanitário liberado para uso não oferece condições mínimas de higiene e dignidade. No local não existe banheiro com acessibilidade para PCD (Pessoa com Deficiência).

Para a passageira, a rodoviária costuma ser o primeiro e o último contato de quem chega ou deixa uma cidade. “É o espaço que revela, em poucos minutos, o cuidado — ou o descaso — da gestão pública com a população e com os visitantes. Em Guanambi, infelizmente, esse cartão-postal virou sinônimo de vergonha”, desabafou.

Ela também chama atenção para a falta de estrutura básica no local. “Não há assentos suficientes para passageiros e familiares aguardarem os ônibus, e os poucos existentes estão quebrados. Pessoas idosas, crianças e trabalhadores são obrigados a esperar em pé, muitas vezes por longos períodos, em um ambiente desconfortável e mal iluminado. Isso é uma afronta à dignidade de quem depende do transporte rodoviário”, afirmou.

Localizada em ponto estratégico da cidade, a rodoviária de Guanambi foi construída em março de 1991, durante a gestão do então governador Nilo Coelho. No entanto, segundo usuários, o terminal parece ter sido esquecido pela administração municipal.

Com 35 anos de existência, o Terminal Rodoviário é o principal ponto de convergência do transporte rodoviário da região da Serra Geral, interligando mais de 40 municípios e atendendo uma população estimada em mais de 800 mil habitantes. Apesar de sua importância regional, o espaço enfrenta problemas estruturais antigos e recorrentes, que seguem sem solução.

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