O truque do jogo é barrar pessoas, em cena a cepa da hipocrisia. Tudo normal, segue o jogo Guanambi
O terror, o medo, o pânico é uma reação psicológica proporcional à capacidade de autocontrole de quem a experimenta.
Já dizia o grande Chesterton; “A vacinação, nos seus cem anos de experimentação, tem sido contestada quase tanto quanto o batismo em seus aproximados dois mil. Mas parece bastante natural para os nossos políticos impor a vacinação; e pareceria loucura a eles impor o batismo.” (Chesterton)
Ao longo do final de semana, o noticiário foi invadido por detalhes de uma atitude graciosa e salvadora por parte da prefeitura municipal de Guanambi: GOVERNO DE GUANAMBI TORNA OBRIGATÓRIO COMPROVANTE DE VACINA PARA ENTRADA EM LOCAIS PÚBLICOS E PRIVADOS.
Uma pergunta: Quantos vacinados infectados (incluindo os internados e os falecidos) serão suficientes para você descobrir que o passaporte vacinal é um escândalo?
Os nazistoides estão excitadíssimos com a coleira sanitária. A vacinação é o melhor meio pra combater o momento, em contrapartida o passaporte da vacina é o meio mais hipócrita de impor controle social desnecessário, como prova os vacinados que estavam nos shows de dias atrás. Esses lunáticos do passaporte vacinal são um perigo. Se aglomeram por aí como se o cartão de rebanho fosse a solução do problema e ficam 100% imunes à ciência. Quem vai deter esses irresponsáveis? Já está testado e aprovado, passaporte da vergonha não é para barrar vírus. É para barrar gente. Vamos ver se serão autênticos em barrar os foliões que irão esfregar sovaco com sovaco no Carnaval clandestino. Lamentável saber que o grupo do trabalho tirou o (#NÓS) DA CARTILHA e optou seguir a panfletagem no lugar da ciência e liberdade.
Esse fenômeno depende mesmo é da quantidade de holofotes sob os quais o microrganismo é incessantemente submetido. O terror, o medo, o pânico é uma reação psicológica proporcional à capacidade de autocontrole de quem a experimenta. Os seres humanos incapazes de autocontrole são facilmente manejáveis, e constituem a audiência mais cativa do noticiário sensacionalista.
Se você tem algum princípio ético-filosófico vinculado aos destroços humanos deixados pelos horrores inimagináveis que ocorreram no século passado, então não poderá achar minimamente concebível a existência de um ‘passaporte sanitário’ ou de qualquer segregação de não vacinados. Sim, eu já parto desse pressuposto. É tão bizarro defender tal ideia no século XXI que chega a ser quase boçal. Excluir pessoas da sociedade civil, impossibilitar suas entradas num país, evento, e demais convívios públicos, porque tais pessoas escolheram não se vacinar, isso não é minimamente razoável ‒ sinto muito. E me permita blindar-me das pechas que possam surgir desde já, eu me vacinei sim senhor, tenho a Pfizer em minhas veias, literalmente. Não sou um antivacina, eu sou antiautoritário. Me chamar de negacionista não vai colar nessa, inventa outro planfleto ou dircurso fúnebre.
Todo mundo só é obrigado a fazer alguma coisa por força de lei. Você pode até questionar a legitimidade da legislação, mas é fundamental que, no mínimo, prevaleça a legalidade. Nosso ordenamento jurídico não tem regras obrigando alguém a tomar vacina. Quem leu o código de Nuremberg? – Também não foi implantado, legalmente, a nível nacional, um passaporte de vacinação. Mesmo assim, aberrações ilegais acontecem. Muitos eventos obrigam seus frequentadores a apresentarem o comprovante (uma, duas ou três doses). A medida é abusiva.
Como você notou, o verbo “imunizar” ganhou um significado novo. Os seus bons e velhos anticorpos naturais caíram em desuso. Saíram de moda. Mas essa desinibição ostensiva do lobby ainda terá serventia – especialmente quando chegar o dia de identificar quem pagará essa conta. Quando os problemas que a seita esconde chegarem a você, faça uma selfie do idiota que você é.