Operação do MPBA mira policiais militares investigados por execução e fraude processual em Brumado

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brumado e Vitória da Conquista contra três policiais militares investigados pela morte de um homem ocorrida em 2024 na zona rural de Brumado.

Operação Trama Arquitetada foi deflagrada pelo MPBA. Foto: MPBA

BRUMADO – O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Trama Arquitetada, que investiga três policiais militares suspeitos de envolvimento na morte de Olimpio Michael Lopes de Oliveira, ocorrida em 1º de setembro de 2024, no povoado de Campo Seco, zona rural de Brumado, no sudoeste baiano.

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Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos municípios de Brumado e Vitória da Conquista. Os alvos são três soldados da Polícia Militar da Bahia, sendo dois lotados no 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Brumado, e um policial que era integrante da Rondesp Sudoeste, em Vitória da Conquista.

A operação foi realizada de forma integrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), pela Força Correcional Especial Integrada (Force), vinculada à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), e pela Corregedoria da Polícia Militar.

Durante o cumprimento dos mandados, dois aparelhos celulares foram apreendidos. Os dispositivos passarão por perícia e análise técnica para auxiliar no aprofundamento das investigações.

As apurações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) do Ministério Público da Bahia e indicam a possível prática dos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.

De acordo com o MPBA, a versão inicialmente apresentada pelos policiais investigados, de que a vítima teria morrido durante um confronto armado após uma perseguição, foi contestada por depoimentos de testemunhas e por outros elementos reunidos ao longo da investigação.

Segundo os relatos colhidos, Olimpio Michael não estaria armado no momento da ocorrência. As investigações apontam que ele teria sido perseguido após fugir de uma abordagem policial e atingido por disparos sem que houvesse troca de tiros.

Ainda conforme o Ministério Público, testemunhas relataram que os policiais teriam ido ao local à procura específica da vítima, circunstância considerada relevante para a apuração dos fatos e que reforça a hipótese de uma ação direcionada.

As investigações também analisam possíveis inconsistências relacionadas à arma de fogo apresentada pelos agentes após a ocorrência, além de lesões identificadas no corpo da vítima que ainda estão sendo objeto de esclarecimento.

O Ministério Público informou que as diligências continuam e que o material apreendido poderá contribuir para a elucidação completa do caso e para a definição das responsabilidades dos envolvidos.

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