Gastos milionários com festas juninas contrastam com público reduzido em cidades da Bahia
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que os órgãos de fiscalização, como o Ministério Público, poderiam acompanhar com maior rigor.
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Os elevados investimentos realizados por prefeituras baianas na contratação de atrações para os festejos juninos têm gerado debates sobre a aplicação dos recursos públicos. Em diversas cidades do estado, eventos que contam com artistas de grande projeção nacional e cachês milionários não têm registrado o público esperado, levantando questionamentos sobre a relação entre os gastos e o retorno social proporcionado pelas festas.
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Em Candiba, por exemplo, o São João de Pilões registrou baixa participação popular durante parte da programação realizada no último fim de semana. Situação semelhante foi observada em Pindaí, onde cerca de 500 pessoas compareceram à festa na noite de sexta-feira (19), segundo estimativas da Polícia Militar (PM).
Em Guanambi, município com quase 100 mil habitantes e considerado polo regional, aproximadamente 5 mil pessoas participaram da segunda noite do São João do Gurutuba. Embora os gestores municipais defendam que os festejos juninos movimentam a economia local, fortalecem a cultura nordestina e atendem à demanda da população por lazer, críticos argumentam que os investimentos poderiam ser mais criteriosos diante das dificuldades enfrentadas por áreas essenciais.
Em muitos municípios, moradores relatam problemas relacionados à falta de medicamentos, escassez de profissionais de saúde e deficiências em serviços públicos básicos.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que os órgãos de fiscalização, como o Ministério Público, poderiam acompanhar com maior rigor os gastos públicos destinados à realização de eventos de grande porte. Segundo eles, recomendações emitidas aos gestores nem sempre resultam em medidas efetivas, especialmente quando eventuais investigações são concluídas apenas após o término dos mandatos, dificultando a responsabilização dos envolvidos.
O debate sobre os investimentos em festas populares ocorre em um momento de crescente preocupação com o equilíbrio das contas públicas e com a necessidade de conciliar a promoção de eventos culturais com a manutenção de serviços considerados essenciais para a populaçã