Ex-prefeito de Palmas de Monte Alto diz estar decepcionado com Jerônimo e ameaça retirar apoio político

“Homem precisa ter palavra. Ainda dá tempo de o governador rever essa situação. Ele pode fazer até o dia da eleição”, declarou Rubens.

PALMAS DE MONTE ALTO — O ex-prefeito de Palmas de Monte Alto, Manoel Rubens Vicente da Cruz (PSD), afirmou que poderá retirar o apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues caso promessas feitas ao município não sejam cumpridas.

A declaração foi feita durante pronunciamento na tribuna da Câmara de Vereadores, na última segunda-feira (25), e reforçada na quarta-feira (27), durante entrevista ao programa Giro de Notícias, da Visão FM. O ex-prefeito cobra a pavimentação da estrada que liga a sede do município ao distrito do Espraiado, além da construção de uma ponte na mesma região.

Segundo Manoel Rubens, compromisso assumido deve ser honrado. “Homem precisa ter palavra. Ainda dá tempo de o governador rever essa situação. Ele pode fazer até o dia da eleição; o que não pode é assumir compromisso e não cumprir”, declarou.

O ex-prefeito afirmou ainda que mantém admiração pessoal pelo governador, mas ressaltou que precisa ser transparente com a população. “Gosto muito dele como pessoa, mas preciso dizer a verdade para quem honra o voto e abraçou essa causa”, afirmou.

Questionado pelo radialista sobre a possibilidade de mudar seu posicionamento político caso as obras não saiam do papel, Manoel respondeu que a decisão seria imediata. “Com que cara vou chegar para pedir voto no Espraiado?”, lamentou.

Em tom de protesto, o ex-prefeito também revelou que não participou do PGP realizado em Guanambi, no último domingo (24). “A ponte é uma vergonha. Beneficiaria Palmas de Monte Alto e também Riacho de Santana”, criticou.

Manoel Rubens afirmou ainda que grande parte das obras realizadas no município conta com apoio direto de parlamentares. Segundo ele, os deputados Charles Fernandes e Manuel Rocha, além dos senadores Angelo Coronel e Otto Alencar, têm sido parceiros da gestão do prefeito Tito. “Os deputados e senadores são corretos com o prefeito Tito, mas o governador não”, concluiu.

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