Guardas municipais de Serra do Ramalho denunciam sucateamento e falta de equipamentos

Responsável pela segurança preventiva e comunitária, além da proteção de bens, a corporação afirma enfrentar sérias limitações estruturais.

Guardas denunciam sucateamento da categoria. Foto: rede social

SERRA DO RAMALHO — Agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Serra do Ramalho, na região oeste da Bahia, denunciaram o sucateamento do órgão e a falta de condições básicas para o trabalho. Responsável pela segurança preventiva e comunitária, além da proteção de bens, serviços e instalações públicas, a corporação afirma enfrentar sérias limitações estruturais.

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A denúncia foi formalizada após assembleia realizada na segunda-feira (12), quando os guardas relataram carência de equipamentos, ausência de viaturas adequadas e precariedade no fardamento. Por decisão unânime, somente 30% do efetivo permanecerá atuando nos plantões no regime 24×72. Segundo a categoria, a medida não caracteriza greve, mas representa a impossibilidade de manter a totalidade do serviço sem o mínimo necessário.

A ata da reunião descreve situações como compartilhamento de fardas e coturnos entre agentes, o que, de acordo com os guardas, compromete o serviço operacional. Também ficou deliberado que a GCM não atuará nas festas do povoado de Boa Vista e da Agrovila 02, previstas para os dias 18, 19 e 20 de janeiro, alegando não haver como garantir a segurança dos eventos sem equipamentos adequados.

Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial, mudança de classe, implantação do plano de carreira, fornecimento de fardamento completo e aquisição de viatura padronizada com cela interna. Conforme a categoria, as demandas já foram protocoladas junto à administração municipal por meio de ofícios datados de 13 e 14 de janeiro de 2026.

Integrantes da GCM afirmam ainda que o prefeito afastado Eli Carlos dos Anjos Santos (Lica) não tem priorizado ações voltadas à segurança pública.

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