Protesto de moradores bloqueia linha férrea usada pela Bamin em Licínio de Almeida

Além da  linha férrea bloqueada, há 29 dias moradores bloqueiam  a rodovia BA-156, aguardando um posicionamento da Bamin.

Linha férrea usada pela Bamin é bloqueada em Licínio de Almeida. Foto: divulgação
Linha férrea usada pela Bamin é bloqueada em Licínio de Almeida. Foto: divulgação

LICÍNIO DE ALMEIDA – Moradores de Licínio de Almeida, no sudoeste da Bahia, bloquearam uma linha férrea usada para escoar minério pela empresa Bamin, na manhã desta segunda-feira (24). Além da  linha férrea, há 29 dias moradores bloqueiam  a rodovia BA-156, aguardando um posicionamento da empresa.

À Folha do Vale, os moradores afirmaram que  cerca de 200 moradores estão bloqueando o transporte ferroviário, com o objetivo de diálogo com a Bamin. Os moradores disseram nenhum contato foi estabelecido por parte da empresa no sentido de atender às reivindicações da população local.

“Estamos sofrendo com a poeira intensa, em razão do tráfego de caminhões. Existe um  desperdício de água potável para molhar a via, além de existir um  desrespeito da empresa em relação às reivindicações”, comenta um morador.

Linha férrea usada pela Bamin é bloqueada em Licínio de Almeida. Foto: divulgação
Linha férrea usada pela Bamin é bloqueada em Licínio de Almeida. Foto: divulgação

Os moradores esclarecem que não há debates entre moradores, a empresa e órgãos públicos, de modo a identificar situações e apresentar uma solução. Eles relatam que  representantes dos movimentos solicitam audiência pública em caráter de urgência para debater os impactos da mineração com toda a população de Licínio de Almeida.

De acordo com os moradores, o asfaltamento do trecho da BA-156 é outra exigência popular, já que essas reivindicações  diminuirão a poeira para moradores, casas e plantações, fazendo o uso  indiscriminado da água dos poços por parte da mineradora ocasiona, à médio e longo prazo, o assoreamento de rios da região, o rebaixamento do lençol freático e uma maior tragédia hídrica no local, uma vez que já é corriqueiro o sofrimento por escassez de água na região.

A ação conta, ainda, com as participações do Movimento pela Soberania Popular na Mineração, associações de moradores, Comissão Pastoral da Terra, Centro de Agroecologia no Seminário, Cáritas e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar de Licínio de Almeida – SINTRAF.

Leia mais:
Deixe seu comentário