ACM Neto oficializa pré-candidatura ao governo da Bahia

Durante a entrevista, ACM Neto também comentou sobre a possibilidade de o ex-governador Rui Costa (PT) voltar a disputar o cargo.

SALVADOR — O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), oficializou, na manhã desta quinta-feira (22), sua pré-candidatura ao governo do estado da Bahia. O anúncio foi feito durante entrevista concedida ao radialista Mário Kertész, na Rádio Metrópole.

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Durante a conversa, ACM Neto afirmou que já cumpre agenda política no interior do estado e adiantou que, no mês de março, deverá apresentar os nomes que irão compor a chapa majoritária, incluindo os candidatos ao Senado e à vice-governadoria. Segundo ele, a pré-campanha segue de forma estruturada e competitiva, afastando a possibilidade de uma disputa sem adversários. “O PT não vai ganhar de WO”, afirmou, destacando ainda que o grupo político também terá candidato à Presidência da República.

O pré-candidato reconheceu erros cometidos no pleito de 2022 e afirmou que não pretende repeti-los. Neto disse que se arrepende de algumas decisões tomadas naquele período e garantiu que a experiência serviu como aprendizado para a nova tentativa ao Palácio de Ondina.

Durante a entrevista, ACM Neto também comentou sobre a possibilidade de o ex-governador Rui Costa (PT) voltar a disputar o cargo. Para ele, essa hipótese estaria relacionada à avaliação negativa da atual gestão estadual. “Se Rui fosse candidato, a primeira coisa que ele precisaria fazer é pedir perdão aos baianos por indicar o pior governador da história do estado, Jerônimo Rodrigues”, disparou.

Questionado sobre eventuais articulações políticas, Neto confirmou que mantém diálogo com o senador Angelo Coronel (PSD), mas ressaltou que as conversas se limitam ao campo pessoal. “Não conversamos nada sobre 2026, até porque ele está no grupo do PT. Se ele se desligar do PT, aí a gente conversa”, afirmou.

Por fim, ACM Neto avaliou o cenário nacional e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não possui, em 2026, a mesma força política apresentada nas eleições de 2022. O ex-prefeito também criticou o que classificou como centralização excessiva das decisões políticas da Bahia. “É lamentável que a política do estado seja decidida por uma única pessoa, o presidente Lula”, concluiu.

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