Homem é condenado a mais de 23 anos de prisão por homicídio ocorrido em Pindaí
Crime aconteceu em 2015, após uma discussão nas proximidades de uma casa de eventos. Réu foi considerado culpado pelo Tribunal do Júri e cumprirá pena em regime fechado.

PINDAÍ – O Tribunal do Júri da Comarca de Guanambi condenou, nesta segunda-feira (15), um homem a 23 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato de Julimar Carlos Rodrigues de Brito, de 27 anos. O crime ocorreu na madrugada de 15 de novembro de 2015, no município de Pindaí, no sudoeste baiano.
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Segundo as investigações, a vítima foi morta a tiros em frente à Casa de Eventos Arraiá do Arrasta Pé, após uma confusão registrada nas proximidades do estabelecimento. Testemunhas ouvidas durante a apuração apontaram Jairo Pereira dos Santos, de 39 anos, como autor dos disparos que atingiram Julimar, que morreu ainda no local.
As investigações indicaram que a motivação do homicídio estaria ligada a conflitos pessoais relacionados a um relacionamento amoroso anterior da vítima. Conforme os autos do processo, o condenado mantinha um relacionamento com uma mulher que havia convivido por vários anos com Julimar, situação que teria provocado ciúmes e desentendimentos.
Após o homicídio, o réu, deixou a Bahia e passou a ser considerado foragido da Justiça. A prisão preventiva foi decretada durante a fase de investigação, mas ele permaneceu foragido até abril de 2017, quando foi localizado na cidade de Diadema, no estado de São Paulo.
Na ocasião, policiais cumpriram o mandado de prisão após receberem informações sobre o paradeiro do suspeito. Durante a abordagem, Jairo teria apresentado documentação falsa para tentar ocultar sua identidade. A tentativa, entretanto, foi descoberta pelas autoridades, que confirmaram a existência da ordem judicial de prisão.
Durante a sessão de julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria do crime e acolheu as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Os jurados também rejeitaram a tese apresentada pela defesa que buscava o reconhecimento de homicídio privilegiado.
Na decisão, o juiz Igor Spock Silveira Santos destacou que as provas reunidas ao longo do processo demonstraram a participação direta do réu no homicídio. O magistrado também considerou agravantes o fato de o crime ter ocorrido em um local com presença de diversas pessoas, colocando terceiros em risco, além das consequências emocionais causadas aos familiares da vítima ao longo dos anos.
Ainda durante o julgamento, Anderson Guimarães Ribeiro foi absolvido por falta de provas que comprovassem seu envolvimento no caso.
Com a condenação definida pelo Tribunal do Júri, a Justiça determinou o cumprimento imediato da pena e a expedição do mandado de prisão contra o condenado.
Réu já havia sido preso em outra investigação
Além da condenação pelo homicídio, Jairo Pereira dos Santos também foi alvo de outra investigação policial. Em outubro de 2022, ele foi preso em Pindaí durante uma operação da Polícia Civil que apurava a atuação de uma quadrilha suspeita de furtar tratores e máquinas agrícolas no interior do estado de São Paulo.
Segundo as investigações, o grupo teria atuação na região de Jales (SP), e parte dos equipamentos furtados seria encaminhada para cidades do interior da Bahia. Durante o cumprimento do mandado, policiais apreenderam celulares e documentos considerados de interesse para o inquérito.