Funcionários da Murici Logística realizam protesto após encerramento de contrato com o Mercado Livre
Os manifestantes alegam que há débitos pendentes com mais de 40 prestadores de serviço, com valores que variam entre R$ 10 mil e R$ 40 mil.

CARINHANHA – Prestadores de serviço da empresa Murici Transportes e Logística Eireli realizaram um protesto na tarde de sexta-feira (12), em Carinhanha, no sudoeste da Bahia, após o encerramento das atividades da empresa na região.
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A empresa atuava como parceira logística do Mercado Livre e era responsável pela entrega de mercadorias em diversos municípios da Bahia e do norte de Minas Gerais. Segundo os trabalhadores, a paralisação ocorreu após o fim das operações da Murici na região, que abrangia os municípios de Carinhanha, Malhada, Iuiu, Feira da Mata e Palmas de Monte Alto, na Bahia, além de Manga e Montalvânia, em Minas Gerais.
Os manifestantes alegam que há débitos pendentes com mais de 40 prestadores de serviço, com valores que variam entre R$ 10 mil e R$ 40 mil por profissional. Ainda de acordo com os entregadores, existem duas quinzenas de pagamentos em atraso e uma terceira com vencimento previsto para este sábado (13).
Como os repasses eram realizados a cada 15 dias, alguns trabalhadores afirmam ter acumulado valores significativos a receber. Durante a manifestação, os funcionários impediram a retirada de um caminhão do galpão que funcionava como sede regional da empresa.
A Polícia Militar esteve no local e orientou os envolvidos a registrarem a ocorrência na Delegacia Territorial de Carinhanha, onde o caso foi formalizado. Conforme relataram os trabalhadores, posteriormente um advogado representando a empresa informou que a situação será tratada na esfera judicial.
Com o encerramento das atividades da Murici Logística, a empresa Kangu passa a assumir oficialmente os serviços de entrega na região sudoeste da Bahia e no norte de Minas Gerais.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da Murici Transportes e Logística, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O Mercado Livre também não se manifestou sobre o caso. Procurada pela reportagem, a Kangu igualmente não enviou posicionamento.