Palmas de Monte Alto completa 186 anos de emancipação política

Originalmente chamada de Sítio das Palmas, a localidade recebeu esse nome devido à grande quantidade de palmeiras das espécies catolé.

PALMAS DE MONTE ALTO — Caminhar pelas ruas de Palmas de Monte Alto, na região sudoeste da Bahia, é como voltar ao período colonial. Os casarões históricos espalhados pela cidade preservam marcas de uma época de forte influência da Coroa Portuguesa e ajudam a contar a trajetória de um dos municípios mais antigos da região.

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Originalmente chamada de Sítio das Palmas, a localidade recebeu esse nome devido à grande quantidade de palmeiras das espécies catolé e babaçu existentes na região. Mais tarde, o povoado passou a ser conhecido como Monte Alto, por estar situado no alto da serra.

Em dezembro de 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, o Decreto-Lei nº 141 acrescentou “Palmas” ao nome do município para diferenciá-lo da cidade de Monte Alto, no estado de São Paulo. Para muitos historiadores, a mudança valorizou as origens e a identidade local.

O primeiro gestor municipal foi Adálbio Brasílio Lelis, nomeado prefeito intendente em 1918, permanecendo no cargo por quase 15 anos. Em 1933, assumiu a administração o subprefeito Carlos Spínola Castro.

História da formação da cidade

Localizado na entrada do Parque Estadual da Serra dos Montes Altos, o município nasceu a partir da fé e de uma promessa feita a Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens.

A antiga Fazenda Riacho da Boa Vista, que deu origem ao povoado, foi fundada em 1730 pelo alferes Francisco Pereira de Barros, conhecido como Pereirinha, e por Isabel Guedes de Brito, herdeira de Antônio Guedes de Brito.

Movido pela devoção religiosa, Pereirinha mandou construir uma capela entre os anos de 1736 e 1742. A partir dela surgiu a Vila de Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens de Monte Alto, considerada o marco inicial da formação urbana do município.

Em 1854, após a morte de Timóteo Ferreira dos Santos, herdeiro de Pereirinha, os bens da família foram disputados por supostos herdeiros, com a conivência do então juiz municipal Luiz Rosas, segundo registros históricos.

Com o crescimento da população, moradores passaram a construir importantes prédios públicos, como a cadeia e a sede da intendência, instalada em um casarão pertencente à família Botelho de Andrade. A capela foi elevada à categoria de freguesia pela Lei Provincial nº 124, de 19 de maio de 1840, mesma legislação que transformou o povoado em vila.

O município foi criado inicialmente com o nome de Monte Alto, após desmembramento do território de Macaúbas, sendo oficialmente instalado em 15 de novembro daquele ano. Mais tarde, a Vila de Monte Alto foi elevada à categoria de cidade por meio da Lei Estadual nº 1.253, de 23 de julho de 1918.

Ao longo de sua história, Palmas de Monte Alto também passou por mudanças territoriais importantes. Pela Lei nº 1.364, perdeu o distrito de Beija-Flor, atual município de Guanambi.

Em julho de 1931, o município chegou a ser extinto e incorporado a Guanambi. No entanto, em 1933, as reformas políticas foram revistas e a autonomia municipal restaurada pela Lei Estadual nº 8.452. A comarca local também passou por períodos de criação e reorganização ao longo dos anos.

Hoje, aos 186 anos de emancipação política, Palmas de Monte Alto preserva sua história, cultura e tradições, mantendo viva a memória de um povo marcado pela fé, resistência e desenvolvimento.

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