Assistente social de Feira da Mata questiona criação do Programa Família Acolhedora e aponta falhas estruturais
Edite também criticou a ausência de políticas de valorização profissional, mencionando a defasagem salarial sem reajuste há seis anos.
FEIRA DA MATA — A assistente social Edite Lessa de Souza defendeu a reprovação do Projeto de Lei nº 02/2026, que institui o Programa Municipal de Família Acolhedora, durante a 9ª Sessão Ordinária realizada na noite de terça-feira (5), em Feira da Mata.
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Apesar de o projeto ter sido aprovado por unanimidade, Edite afirmou que não é contrária à iniciativa, mas destacou a necessidade de maior atenção aos detalhes técnicos antes da implementação.
Durante sua análise, a profissional ressaltou que o município conta atualmente com apenas um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), responsável por atender demandas que vão além de sua atribuição, abrangendo desde baixa até média e alta complexidade.
Segundo ela, essa sobrecarga evidencia uma fragilidade estrutural que compromete a execução de um serviço como o Família Acolhedora, classificado como de alta complexidade, gerando incompatibilidade entre a proposta e a capacidade operacional existente.
Edite também criticou a ausência de políticas de valorização profissional, mencionando a defasagem salarial sem reajuste há seis anos. Para ela, antes de implantar um novo serviço, é fundamental investir na estrutura já existente e na recomposição das equipes.
A fala gerou reação entre vereadores, que, sob anonimato, classificaram o posicionamento como um retrocesso e consideraram inadequada a abordagem do tema no plenário.
