Homem mata mulher e comete suicídio em seguida, em Guanambi
Ainda segundo a Polícia Civil, outros detalhes, como a identidade das vítimas, serão divulgados após a conclusão da ocorrência.

GUANAMBI – Um caso de feminicídio seguido de suicídio foi registrado na manhã desta quinta-feira (19), no bairro Liberdade, em Guanambi, na região sudoeste da Bahia. A vítima foi identificada como a montealtense Leidimar Oliveira Magalhães, 42 anos.
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O autor do crime, seguido de suicídio, seria o companheiro da vítima, Flávio Júnior Castro de Souza, de 39 anos. Leidimar foi morta por disparos de arma de fogo. Em seguida, Flávio Júnior tirou a própria vida.
Existe uma suspeita de que Leidimar tenha sido atraída até o imóvel pelo ex-companheiro, em um encontro que teria sido combinado sob o argumento de tratar do pagamento da pensão. A Polícia trabalha com a hipótese de feminicídio seguido de suicídio. A polícia acredita que o crime tenha ocorrido ainda na tarde de quarta-feira (18).
Vizinhos relataram aos agentes da Polícia Civil, que perceberem que a motocicleta permaneceu no local desde por volta das 15h, além de o portão da casa ter permanecido aberto durante toda a noite. Leidimar estava desaparecida desde a tarde de quarta-feira (18), quando foi vista em uma moto CG Titan. O veículo foi encontrado no local do crime.
De acordo com a Polícia Civil, uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT) está no local realizando o levantamento cadavérico e adotando as medidas necessárias para a remoção dos corpos, que serão encaminhados para necropsia.
O casal tinha dois filhos, umgaroto de 16 anos e uma menina de 14anos. A família informou que o divórcio havia sido oficializado em outubro de 2025.
O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década. Foram 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando houve 1.492 casos. Os dados fazem parte de levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A série histórica iniciada em 2015, ano da tipificação do feminicídio no Código Penal, mostra uma escalada persistente. Naquele ano, foram registrados 449 casos, número que praticamente dobrou em 2016, com 929 vítimas, e continuou crescendo: 1.075 em 2017; 1.229 em 2018; 1.330 em 2019; 1.354 em 2020.
A matéria está sendo atualizada.
