3ª fase da Operação Perfil Sombra resulta em prisão preventiva em Vitória da Conquista
A nova etapa da operação é um desdobramento das investigações iniciadas nos últimos meses e que apuram um esquema considerado complexo.
VITÓRIA DA CONQUISTA – Polícia Civil da Bahia cumpriu um mandado de prisão preventiva durante a 3ª fase da Operação Perfil Sombra, realizada no município de Vitória da Conquista, na região sudoeste da Bahia.
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A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista na última quinta-feira (12), quando os policiais tentaram localizar o investigado para cumprimento da ordem judicial. Como ele não foi encontrado no momento da diligência, acabou se apresentando espontaneamente na sexta-feira (13), acompanhado de advogado, ocasião em que o mandado de prisão preventiva foi cumprido.
A nova etapa da operação é um desdobramento das investigações iniciadas nos últimos meses e que apuram um esquema considerado complexo, envolvendo manipulação psicológica de vítimas, criação de perfis falsos em redes sociais e armazenamento ilegal de conteúdo íntimo.
O avanço das investigações ocorreu em 6 de março de 2026, durante a 2ª fase da operação, quando policiais civis cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de um dos envolvidos. Na ocasião, foram recolhidos oito dispositivos eletrônicos, incluindo um HD externo escondido no interior do imóvel.
Segundo a polícia, a análise técnica do equipamento revelou o armazenamento ilegal de fotos e vídeos de nudez, captados por meio de uma câmera instalada no quarto do ofendido. O material também continha registros de tela que indicam acesso clandestino às imagens em tempo real, evidenciando grave violação de intimidade.
As investigações ainda apontam indícios de manipulação psicológica das vítimas, além da utilização de perfis falsos para sustentar o esquema.
Com base nas provas reunidas, especialmente a quantidade e a forma clandestina de obtenção do material íntimo, a polícia solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado, considerando o risco de continuidade dos crimes, ameaça à integridade das vítimas e possível prejuízo à instrução criminal.
O investigado responde pelos crimes de estelionato, denunciação caluniosa, perseguição e invasão de dispositivo informático, e permanece preso à disposição da Justiça.