Professor acusado de matar comerciante em Candiba é condenado a mais de 10 anos de prisão
Edimar foi condenado a 10 anos e 8 meses de reclusão pela morte do comerciante Adevaldo Pereira da Silva, que era conhecido como Betinho.

GUANAMBI — O professor candibense de 72 anos foi condenado a mais de 10 anos de prisão pelo Tribunal do Júri, em julgamento realizado na cidade de Guanambi, na região sudoeste da Bahia. A sessão teve início na manhã da última sexta-feira (27) e foi encerrada na madrugada de sábado (28).
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Edimar Gonçalves da Silva foi sentenciado a 10 anos e 8 meses de reclusão pela morte do comerciante Adevaldo Pereira da Silva, conhecido como Betinho. O crime ocorreu em junho de 2012, após a vítima descobrir que o então professor de matemática teria mantido relações sexuais com sua filha quando ela ainda era menor de idade.
Segundo os autos, indignado, Betinho teria se armado com uma barra de ferro e ido até a residência do acusado, onde desferiu golpes contra ele. Em resposta, Edimar pegou um revólver que mantinha em casa e efetuou quatro disparos, dois dos quais atingiram o comerciante, que morreu no local. O professor foi preso em flagrante.
O presidente do júri, juiz Edson Nascimento Campos, além de proferir a sentença após a decisão dos jurados, decretou a prisão preventiva do réu e determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado.
Na acusação atuou o promotor Francisco Freitas, representante do Ministério Público (MP). A defesa foi realizada pelos advogados Custódio Brito, Alexandre Fernandes Magalhães e Maria Luiza Laureano Brito.
O representante do MP denunciou o caso como homicídio qualificado por motivo torpe. No entanto, durante a sessão, o Conselho de Sentença afastou a qualificadora da torpeza e também rejeitou a tese de homicídio privilegiado apresentada pela defesa.
Por maioria de votos, os jurados reconheceram a materialidade e a autoria do crime, condenando o réu com base no artigo 121, caput, do Código Penal (homicídio simples).