Orelhões serão retirados das ruas de todo o Brasil
Inicialmente, os telefones públicos funcionavam com fichas e, posteriormente, passaram a aceitar cartões, iniciando a modernidade.
BRASÍLIA — O primeiro telefone público (orelhão) foi instalado no Rio de Janeiro em 20 de janeiro de 1972, na Rua Real Grandeza, em Botafogo. Criado pela arquiteta Chu Ming Silveira para oferecer um telefone público acessível, resistente e com privacidade, o equipamento encerra seu ciclo após 54 anos.
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Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cerca de 38 mil aparelhos ainda permanecem instalados no território nacional. A agência informou que, agora em janeiro, os orelhões começarão a ser retirados definitivamente das ruas de todo o país.
Inicialmente, os telefones públicos funcionavam com fichas e, posteriormente, passaram a aceitar cartões. Os orelhões foram indispensáveis por décadas, mas se tornaram obsoletos com a popularização dos telefones celulares.
A retirada ocorre porque, no ano passado, se encerraram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco operadoras responsáveis pelos equipamentos. A extinção não será imediata em todo o território nacional: em janeiro começa a remoção em massa das carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só serão mantidos em municípios onde não há cobertura de telefonia móvel — e apenas até 2028.
Na região, ainda existe um aparelho ativo no povoado de Serra de João Alves, zona rural de Malhada. Com a desativação, a Anatel determinou que as concessionárias direcionem recursos para ampliar redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que atualmente dominam a comunicação no país.
Dados da agência indicam que mais de 33 mil orelhões seguem ativos, enquanto cerca de 4 mil estão em manutenção.