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Confusão na Câmara de São João da Ponte foi gravada por equipe do programa CQC

Segundo o advogado e jornalista Fábio Oliva, os últimos dias foram marcados por intenso assédio dos advogados do prefeito sobre os oito vereadores que integram a bancada governista.

Publicado em 27 de março de 2014 - 20:58

Por:Luis Claudio Guedes

O advogado Fábio Oliva, que convidou o CQC, é entrevistado pelo humorista Oscar Filho, que acompanhou ainda a tumultuada sessão em que Gorutuba não conseguiu barrar investigação

O advogado Fábio Oliva, que convidou o CQC, é entrevistado pelo humorista Oscar Filho, que acompanhou ainda a tumultuada sessão em que Gorutuba não conseguiu barrar investigação

A bancada de vereadores aliada ao prefeito Sidiney Pereira da Silva, o Sidiney Gorutuba (PSD), na Câmara Municipal de São João da Ponte, no Norte de Minas, bem que tentou, mas não conseguiu evitar a investigação de denúncias por improbidade administrativa que tramita na Casa. O clima na cidade ficou tenso durante reunião extraordinária da Câmara realizada na tarde da quarta-feira (26), quando foi apreciado o parecer favorável ao arquivamento do processo de investigação. Centenas de moradores lotaram a rua e o plenário e a sessão acabou em tumulto e troca de socos. O motorista do prefeito agrediu um manifestante e foi preso, além disso um manifestante tentou agredir um dos vereadores e também foi levado para a delegacia de polícia local.

O potencial da confusão subiu alguns decibéis porque a reunião da Câmara teve cobertura da equipe do programa CQC – Custe o Que Custar -, da Rede Bandeirantes de Televisão – uma mistureba de humor e crítica política, que já teve alguns momentos de fama, mas anda com audiência em baixa nos últimos tempos. Liderada pelo humorista e jornalista Oscar Filho, a equipe da Band produz matéria para o quadro “Proteste Já!” que deve ir ao ar na segunda-feira (31) e que vai abordar a interminável crise política do município de São da Ponte. Toda a movimentação foi gravada e alguns vereadores foram entrevistados com o habitual tom de chacota que caracteriza o programa.

Sidiney Gorutuba, um ex-vereador alçado à condição de prefeito por artimanhas do destino: ele era vice do prefeito eleito Geraldo Paula da Costa, o Gê Paula, que tomou posse no leito de um hospital e morreu pouco depois, em janeiro do ano passado. Gorutuba contava com oito dos onze vereadores, ou dois terços dos votos disponíveis, para aprovar o arquivamento da denúncia contra seu governo.

Segundo o advogado e jornalista Fábio Oliva, os últimos dias foram marcados por intenso assédio dos advogados do prefeito sobre os oito vereadores que integram a bancada governista. Na última hora, contudo, o vereador Lucílio Weliks de Souza (PMDB), aliado de Gorutuba, teve problemas de saúde e precisou ser internado em Montes Claros, faltando à reunião. O placar final ficou sete votos a favor do arquivamento e três votos a favor do prosseguimento das investigações.

Dos sete vereadores que votaram para que não haja investigação, quatro são investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de Minas Gerais, por suspeita de terem recebido R$ 50 mil cada para evitar a cassação do ex-prefeito Fábio Luiz Fernandes Cordeiro (PTB), o Fábio Madeiras, em 2011 (aqui): Abelar Pinto (PSB), Juscilene Fagundes Borges (PTB), presidente da atual Comissão Processante, Geraldo Filogônio Ferreira, o Geraldo da Boa Vista (PTC), José Geraldo Lisboa, o Zé do Jambra (PTB).

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